domingo, 7 de março de 2010

MATURIDADE

Esta aula tem por objetivo ajudar às crianças a compreenderem que conhecimento e maturidade levam tempo. A cada nova fase de nossas vidas um mesmo ensino tem interpretações diferentes, de acordo com a idade e o conhecimento acumulados.
Como diz Fénelon, a Lei dos Mundos é a Lei do Progresso. O tempo passa e evoluímos e, desta forma, compreendemos melhor àquilo que antes não tínhamos capacidade ou maturidade para entender.


Vamos observar um menino e seu crescimento físico e como seu conhecimento e sua maturidade o acompanham. Como a minha turma é de 11 anos, estipulei esta idade limite.

São exemplos simples, mas capazes de demonstrar a cada criança como conseguimos discernir melhor à medida que entendemos mais as coisas.

Ao marcar sim ou não, iremos vendo que, de acordo com a idade, a ação é aceitável ou não.





Matar alguém ou mesmo um animal, por menor que seja, como uma formiga ou uma minhoca, é uma ação de não para qualquer idade. Estaremos formando nossos jovens do futuro e eles precisam compreender que todo e qualquer ser vivo tem a sua função na harmonia do Universo.

Cuspir a comida ou babar é aceitável para uma criança de 6 meses e 1 ano. A partir de 4 anos, a criança já tem entendimento para saber que é errado.


Da mesma forma que os conhecimentos básicos vão se aprimorando com a nossa maturidade, o Homem, a partir da História, também teve o seu processo de crescimento. Muitas coisas que não tínhamos a capacidade de compreender, hoje fazemos uma nova interpretação e, com isso, reavaliamos conceitos e convicções.

Assim se deu com a nossa compreensão sobre Deus e sua Criação. Precisamos de tempo para compreender certos conceitos e, ao longo da história, fomos passo a passo, sendo instruídos.

Em determinado momento, um faraó egípcio nos lembrou do Deus único. Não tínhamos muito conhecimento, só sabíamos explicar os fenômenos da natureza como causa divina, então rejeitamos esta idéia. Em seguida, chegou o povo hebreu, e a idéia de um Deus espiritual. Com seus profetas, trouxeram a palavra direta de Deus, nos preparando para diversas mudanças que viriam logo, logo. Bem depois, Moisés chega para dar firmeza e dizer um grande NÃO para diversas questões que ainda lidávamos como crianças. Ainda muito despreparados, conhecemos Jesus e seu amor. Pensávamos que amor era um sentimento feminino, sinal de fraqueza e o desprezamos. Uns poucos perceberam a importância da vinda de Jesus e se permitiram arar sua terra e germinar sementes que deram frutos. Recentemente, com uma mente mais preparada e uma melhor disposição de aprender, surge uma Doutrina que traz respostas às nossas dúvidas e explica o que achávamos serem milagres ou bruxaria.


Mais amadurecidos, compreendemos melhor ensinos que há muito tempo estamos escutando. Deus, a morte, o que somos e o que viemos fazer aqui, entre tantas outras coisas, cresceram em compreensão, não nos causando mais dúvidas, medo e ansiedades.

A frase de Jesus: "Não vim destruir a Lei" é a afirmação disto. Jesus e sua doutrina são a confirmação de tudo que conhecíamos. Sempre a mesma revelação, ajustada sucessivamente às condições humanas, oferecendo meios de nos educar e reparar faltas pela ampliação do conhecimento.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

COMPLETANDO A HISTÓRIA

Estes desenhos foram recebidos por e.mail. São duas opções, então dividi a turma em dois grupos. Retirei o final da história e pedi que as crianças completassem. Com as respostas deles, fizemos muitas reflexões, desde o título escolhido, até as soluções representadas em desenhos ou escritas.

Esta é a 1ª opção:




Este é um exemplo feito na minha turma:


De acordo com o que as crianças apresentaram, você pode mostrar o final desta história:

Na minha turma, nenhum deles pensou desta forma.

Esta é a segunda história:


E aqui, uma das idéias apresentadas:

VOLTA ÀS AULAS !

Turma nova, então, vamos conhecê-los melhor?

domingo, 17 de janeiro de 2010

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL !




"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação,
seja animal ou vegetal,
ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."

Albert Schweitzer - Nobel da Paz 1952.


ENCERRAMENTO do ANO

Encerramos este ano de evangelização com a entrega de todos os trabalhos realizados ao longo do ano.

Cada aluno recebeu uma pasta com todos os trabalhos que participou. Foi uma experiência interessante recordar tudo o que havíamos feito juntos!

Cada um escolheu "a sua aula preferida" e apresentou para a turma, explicando o porquê da escolha e o que lembrava de seu conteúdo.

Finalizamos escutando depoimentos sobre o que este ano significou para cada um.

Boas férias!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Causa e Efeito: uma nova encarnação

CONTE ESTA HISTÓRIA: Um casal de namorados muito apaixonados se casam e tem um casal de filhos. Todos são muito felizes.





Após alguns anos, a mulher se apaixona por um outro homem do seu trabalho. Resolvida a investir neste novo amor, decide fugir de casa com o amante, deixando para trás o marido e os filhos, sem prévio anúncio. O amante deixa sua esposa.






O marido, ao ficar sozinho com os filhos, atende todas as necessidades que surgem e mantém a família unida. Os filhos sofrem muito com a falta da mãe. Crescem com muitos traumas psicológicos e angústias, sem entender porque a vida é tão dura para eles. Sentem falta do carinho da mãe, apesar dos esforços e amor do pai.





Com o passar do tempo, os filhos crescem e, por sua vez, também constituem famílias, mas não conseguem amar integralmente seus cônjuges e se dedicar a sua família.






O pai e marido abandonado, segue amparando a todos.




Converse com a turma sobre esta história: o que aconteceu, os sentimentos que surgiram, as relações que se romperam e as novas que se formaram. Como estes personagens foram afetados? Chame a atenção para o personagem que seguiu lúcido e serviu de sustentação ao grupo todo.


Famílias são oportunidade de crescimento e aprendizado. Casamento é união de espíritos, onde o fim moral deve predominar sobre o material. Em EVOLUÇÂO EM DOIS MUNDOS, André Luiz nos conta que raro é o casamento que não é provacional, então é preciso insistir, nos empenhar para dar certo e resgatarmos quaisquer coisas existentes que não nos são agradáveis. O Livro dos Espíritos tem uma infinidade de perguntas que dão apoio a esta aula, como por exemplo, LE 386, LE 582, LE 695 a 701, LE 939, LE 940.


Vamos agora imaginar que este grupo se reúne no Plano Espiritual e vai programar sua nova encarnação. Que relações vão se estabelecer? que posições um ou outro vão ocupar? que novas responsabilidades serão assumidas ou resgatadas?


Lembre ao grupo que a Lei é de Amor. A nossa primeira oportunidade é de construção de algo maior e positivo. É educação, não é punição. Aqueles que erraram ou se comportaram mal serão reeducados através do amor e dedicação. Muitos de nós insistimos em erros e, por isso mesmo, experimentamos as dores e sofrimentos para sermos despertados para nossa real missão numa encarnação.


No esquema abaixo, o grupo montou uma nova família.



Entre parênteses vem o nome da pessoa na encarnação anterior.

Veja o resultado em alguns trabalhos da minha turma.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ESCOLHAS

Quais são as nossas prioridades e nossos valores, nas escolhas que precisamos fazer?

Monte uma sacolinha, simbolizando uma mochila. Coloque dentro dela 40 cartões simbolizando 40 utilidades necessárias para uma viagem.


Monte os cartões em retângulos para serem recortados.

Assim:

Veja outras sugestões de utilidades:

- álcool

- antialérgico

- insulina

- esparadrapo

- soro fisiológico

- cobertor

- casaco

- repelente


Separe a turma em grupos de 5 a 6 pessoas para cada “mochila”.

EXECUÇÃO:

Passo 1: DISTRIBUIÇÃO DAS MOCHILAS.

Distribuir as “mochilas” com as 40 utilidades dentro.


Passo 2: PREPARATIVOS PARA O INÍCIO DA VIAGEM

Convidar os grupos para uma viagem de 3 dias por uma floresta, onde poderão encontrar dificuldades e obstáculos pelo caminho.

Cada grupo irá levar uma mochila que só poderá conter no máximo 30 utilidades.

Os membros do grupo deverão entrar em consenso sobre as 10 utilidades que deverão ser descartadas.A viagem só poderá ser iniciada após cada mochila conter 30 utilidades.


Passo 3: Os obstáculos do percurso começam a aparecer.

1º OBSTÁCULO: “RAFTING NAS CORREDEIRAS”

Para o grupo poder ultrapassar este obstáculo deverá esvaziar a mochila de 2 utilidades.

A viagem só poderá continuar quando cada grupo descartar 2 utilidades e estiver agora com 28 no total.


Passo 4: 2º OBSTÁCULO: “ RAPEL NA CACHOEIRA”

Para o grupo poder ultrapassar este obstáculo deverá esvaziar a mochila de 4 utilidades.

A viagem só poderá continuar quando cada grupo descartar 4 utilidades e estiver agora com 24 utilidades no total.


Passo 5: 3º OBSTÁCULO: “ TRILHA NO PENHASCO”

Para o grupo poder ultrapassar este obstáculo deverá esvaziar a mochila de 5 utilidades.

A viagem só poderá continuar quando cada grupo descartar 5 utilidades e estiver agora com 19 utilidades no total.


Passo 6: 4º OBSTÁCULO: “ TRAVESSIA DE PONTE PÊNSIL”

Para o grupo poder ultrapassar este obstáculo deverá esvaziar a mochila de 7 utilidades.

A viagem só poderá continuar quando cada grupo descartar 7 utilidades e estiver agora com 12 utilidades no total.


Passo 7: 5º OBSTÁCULO: “ NADANDO NO RIO”

Para o grupo poder ultrapassar este obstáculo deverá esvaziar a mochila de 7 utilidades.

A viagem só poderá continuar quando cada grupo descartar 7 utilidades e estiver agora com 5 utilidades no total.


Passo 8: 6º OBSTÁCULO: “ATRAVESSANDO O PÂNTANO”

Para o grupo poder ultrapassar este obstáculo deverá esvaziar a mochila de 4 utilidades.

A viagem só poderá continuar quando cada grupo descartar 4 utilidades e estiver agora com 1 utilidade no total.



Todos os grupos terminam com uma utilidade. Existe a escolha certa ou errada? Ou um final ideal? Vitoriosos ou perdedores?

Como se sentiram na experiência de ter que abrir mão das utilidades e de fazer isto em forma de consenso com o grupo?

É fácil ter que descartar 10 ítens entre 40 utilidades? e 2? e 7?

Como fazemos estas escolhas? baseados em que?

Até que ponto as escolhas dos outros me influenciam?

Não fazer escolhas é possível?

Escutamos o outro ou impomos nossas escolhas?

Em que momento é mais difícil fazer escolhas?

Do que necessitamos abrir mão para atingir as nossas metas?



Viver é uma grande viagem e essa viagem é cheia de obstáculos. Como ninguém é uma ilha, vivendo todos em sociedade, caminhando sempre em grupo, então, muitas das escolhas que fazemos são feitas por consenso com o grupo social que compartilhamos. Pode ser no lar, na escola, no trabalho, ou seja, em variados grupos, escolhemos diariamente o que é prioridade para nós.


domingo, 4 de outubro de 2009

DEUS para nós

A visão de Deus em depoimentos. Muitos escreveram sua visão pessoal e escutamos belos textos. Alguns buscaram sua visão através de textos na literatura espírita. Outros trouxeram letra de música. E outros poesias.

Esta é clássica e vale a pena ler e ouvir novamente.

SE EU QUISER FALAR COM DEUS

Gilberto Gil - 1980
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz

Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão

Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus

Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar



Ouvimos a Sinfonia e seu coro. Vejam a parte final.
ODE à ALEGRIA - Sinfonia nº9 - Beethoven


(....)
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do Céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora!

Horácio nos presenteou com esta visão de Deus. Ele trouxe uma caixa e pediu que esta circulasse pelo grupo e cada um, individualmente e sem comentar o que via, abrisse a caixa e olhasse seu interior.

Em poucos instantes, passando de mão em mão, os olhares e expressões eram de pura alegria.

Cada reação, ao descobrir-se olhando para você mesmo, eram bem interessantes. Uns falaram "eu amo este Deus", outros sorriam e passavam adiante a caixa, alguns riam entusiasticamente.

E Horácio conclui que esta era a intensão dele, que todos se descontraíssem e descobrissem a alegria de estar com seu Deus interior.

Muito
bom, realmente !




Eu levei os trabalhos das crianças. Após olharmos os desenhos e textos, apaguei as luzes da sala e projetei estrelas nas paredes. A idéia era nos sentirmos inseridos dentro do mesmo ambiente de Deus. Com ele.

Somos todos um.