Que atitudes podemos ter diante desta situação? Você teria deixado sua amiga com um presente que você acabou de ganhar? Como você se sente e reage ao ver o joguinho de chá todo quebrado?As 3 opções oferecidas nem são tão cordiais, será que não seria melhor não marcar nenhuma destas respostas e pensar em uma melhor solução?
E a história continua: "Pouco tempo depois, a campainha toca e, ao abrir a porta, que surpresa ao ver a minha amiga de volta! Ela segurava um pacote e me entregou, explicando que ali estava um joguinho de chá idêntico ao anterior. Me contou que havia tropeçado no tapete ao guardar o joguinho de chá na caixa e tudo havia quebrado. Como ela sabia que eu ia ficar chateada, pediu a mãe que comprasse outro para mim. Fiquei feliz ao perceber que tenho uma amiga legal!"
Será que demos tempo para que as coisas se resolvesem sem atritos, inimizades e com novos inimigos?
Que tipo de vibração e energia ofereço ao ambiente que estou? Será que tento equilibrar as emoções ou contribuo para a polêmica? Tento compreender ou não?
E a história continua: " Meu pai percebeu que eu estava mal-humorado por conta do jantar. Ele me explicou que a mamãe tinha tido um dia ruim. Sua melhor amiga foi demitida do trabalho, seu chefe reclamou do sumiço de um memorando que ela fez a tempo e, no final do dia, ela perdeu o ônibus da volta por estar refazendo o memorando e, por isso, se atrasou. Puxa! Numa outra oportunidade vou me oferecer para fazer o jantar, pois todos nós sabemos fritar um ovo ou fazer um macarrão instântaneo, não é?"
Se compreendessemos as razões dos outros, isso faria diferença diante das situações? Mudaríamos nossas atitudes?
Como está nosso olhar? Vejo as coisas de forma positiva ou não? Será que uma pequena coisa é capaz de desviar o olhar e mudar a percepção do todo?
Investimos bem o nosso tempo? Somos pacientes ? Damos aos outros o tempo necessário para que amadureçam e tenham novas posturas?
E a história continua: " Depois de 5 anos um broto apareceu. Seis meses depois, o bambu estava com 50 metrros de altura. Enquanto a samambaia se desenvolvia e cobria tudo, o bambu aprofundava suas raízes. Ao brotar e crescer, tinha agora estabilidade para ficar bem alto. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos são necessários para fazer do jardim um belo lugar."
Cada um de nós está no lugar certo, no lugar e tempo certo e passando por situações que já somos capazes de lidar. Devemos respeitar o momento do outro, mesmo que não combine conosco e não tenhamos a capacidade de entender.
(as histórias são baseadas em e.mails recebidos sem autor)
Por que passamos a chamar alguém de inimigo? Que tipo de sentimento tenho dentro de mim que não me permite olhar o outro como amigo?
Vamos perceber, através deste questionário, que estamos pré-dispostos a ver o lado ruim das situações e das pessoas, fazemos julgamentos antecipadamente, valorizamos coisas erradas e, então, quando algo ou alguém nos desagrada, estamos prontos (e ansiosos) para reagir com violência.
Prepare outras perguntas sobre futebol, televisão, vídeo-game, namoro. Há uma infinidade de temas que vivenciamos diariamente e que refletem nossas reações. Escolha as que representem melhor o seu grupo. Deixe nos comentários para outros usarem também !
O meu grupo foi resistente a marcar as coisas ruins. Suas respostas mostram que eles sabem como devem agir, embora ainda não consigam. Reconhecem que agem de um modo ainda não adequado, mas marcam o x no comportamento que já deveriam estar tendo. É um bom começo ! Eles não ignoram a necessidade de mudança ! Na próxima aula vamos comparar o que eles responderam com situações reais e histórias. Será que eles vão manter o comportamento que responderam neste questionário?
Entregue uma folha para cada um. Peça que dobrem ao meio, desenhem a metade de um coração e recortem. Abram o recorte e todos terão um grande coração nas mãos. Diga a eles que aquele é o coração de cada um.
O coração é oórgão de nosso corpo em que convencionamoslocalizar nossas emoções, alegrias e tristezas, nossos desejos e, sobretudo, o amor.
Jesus nos demonstrou que nenhum outro sentimento se sobrepõe ao amor.
Deixe o grupo bem à vontade para pensar e começar a trabalhar. Peça que escrevam ou desenhem. Palavras, imagens, versos, uma música. O que vai dentro deste coração? o que ocupa esta área? como ou doque ele é preenchido?
Este é uma sobreposição de corações! Vejam que bela idéia!
Desenhos, frases, nomes das pessoas da família, uma variedade de exemplos...
Faça o TANGRAN do coração. Monte duplas e veja que grupo consegue montar o coração. Comente sobre a dificuldade, os arranjos quepodemos fazer, o resultado.
Toda tentativa é bem vinda, são nossas construções e, ao errar, também estou aprendendo.
Com o nosso esforço, damos mais valor ao que conseguimos.
A experiência com o TANGRAN deu muito certo! As crianças se empolgaram com o desafio, com a possibilidade de formas e em montar um coração!
Novas formas foram descobertas ! Veja este gatinho !
Amar a si mesmo significa a necessidade de nos amarmos como somos, para podermos, então, entender como amar ao próximo. Compreendendo nossas próprias limitações e potencialidades, evitamos atitudes motivadas pela vaidade e orgulho, deixando de projetar no outro aquilo que eu gostaria para mim. Defeitos deixam de ser empecilhos. Percebo que fazem parte de um momento e tendem a desaparecer.
"Entre nós e Deus, o próximo é o intermediário" Emmanuel
Para que possamos amar alguém, seja ele amigo, um irmão, a professora, um animal de estimação, pois são inúmeras as variantes de amor, precisamos saber quem é o próximo.
Vamos vivenciar algumas situações e ver que respostas damos, quais nossas opções de comportamento e vamos perceber como agiríamos. O grupo não sabe, mas, num segundo momento, vamos colocar o próximo sendo alguém bem próximo à eles ou eles sendo incluídos num esquema que, até então, condenavam.
É domingo, dia de almoçar com a família. Resolvi ir à praia antes e saí atrasado. Ao voltar para casa, ouvi um barulho, uma confusão e vi uma mulher sendo assaltada. Um pouco depois, o ladrão foi embora e ela chorava muito... (Você já está em casa. Chega sua prima, chorando e contando que havia sido assaltada)
Este verão tem feito um calor danado! O ventilador nem dá conta de refrescar, mesmo estando de frente para ele! Sei de uma casa que tem "gato" na eletricidade e fica de ar condicionado ligado o dia inteiro. Vou denunciar! (Seu pai chega em casa e diz que vai montar um "gato" na sua casa)
Durante o recreio achei R$20,00 no pátio! Sorte minha, azar de quem perdeu! (você vê seu amigo chorando porque precisa levar algo importante para casa e não acha o dinheiro)
Peguei o ônibus lotado! Vagou um lugar bem na minha frente, não pensei duas vezes e me sentei. Enfiei o boné no rosto e fiquei olhando para a janela para não ceder o meu lugar. Tinha uma moça que caía toda hora e eu fingi que não vi... (ao descerem no mesmo ponto, a moça era a sua mãe)
No dia da prova, duas meninas colaram o tempo todo. Eu não sabia nada e fiquei pedindo cola e elas não me deram. Quando acabou a prova, decidi que ia contar para a professora. (as meninas me procuraram e falaram que vão me dar cola na próxima vez)
Estavam todos procurando pelo celular que alguém tinha perdido, mas eu estava esperando um amigo me ligar para sair e me afastei para não ajudar. (foi meu amigo quem perdeu o celular e não pode me ligar)
Um colega pediu ajuda para terminar o dever de casa, mas eu não ajudei. Eu, hein! Quer se dar bem por minha conta ! (o colega foi sorteado para ser sua dupla no trabalho que vale nota)
Fui mexer na gaveta da mamãe e tinha um pequeno embrulho de presente nela. Fiquei curioso e abri! (o presente era para ele mesmo)
Será que agimos de maneira diferente ao saber que estávamos envolvidos na ação? Nossas respostas são mudadas? Faz ao próximo o que deseja que os outros te façam.
Jesus nos faz um belo convite: "Vinde a mim...e eu vos aliviarei".
E continua: "Conversa comigo, você que está tenso e apreensivo. Desabafe. Eu estou te escutando. Aprende com minha experiência. Veja como sou sereno, mantendo-me imperturbável em minhas convicções, mas não insensível. Compassivo, mas não conivente. Amando e instruindo sobre como devemos nos relacionar-mos, e desta forma,compreendendo o verdadeiro sentido da existência, o de convivermos em paz... pois a minha moral é simples e fácil, basta você querer e, assim, você se sentirá em harmonia e esclarecido permanentemente".
Ao longo da vida vamos guardando coisas desnecessárias, priorizando valores equivocados, dispensando virtudes e acumulando vícios, tomando decisões nem sempre de acordo com nossas convicções e, desta forma, sentindo-nos cada vez mais pesados, tensos e angustiados. O preço que o mundo nos cobra é alto, pois colocamos nossa felicidadae nas coisas e não em nós. Cansamos rapidamente do que já conquistamos e queremos algo novo. Estamos sempre cobrando algo melhor ou, pelo menos, igual ao do vizinho. Trocamos de amigo, de escola, de carro, de apartamento, de cidade, pensando que, assim, finalmente, nos sentiremos melhor. E passa a novidade e continuamos a trocar, o que torna o nosso fardo pesado...
Nosso fardo será representado por uma bolsa ou sacola. Pegamos uma folha A3, dividimos ao meio, grampeamos as laterais, furamos no alto da abertura e colocamos uma alça.
Cada aluno tem sua sacola pessoal e irá colocar lá dentro coisas de sua escolha.
Foram espalhadas diversas páginas de revistas. Algumas páginas traziam objetos como jóias, maquiagem, carro, bebidas, perfumes, roupas, dinheiro, barcos, casas, laptop, celular, iphone.
Outras páginas traziam cenas e imagens que representavam calma, família, paz, tranquilidade, solidariedade, realização, felicidade, harmonia.
Fizemos um círculo na sala e as páginas de revistas foram colocadas todas juntas e misturadas no chão.Eram mais de 50 folhas espalhadas no centro do círculo, dando uma possibilidade enorme de escolha.
O convite foi feito:Vamos escolher o que colocar em nossa sacola?
Neste primeiro momento, cada criança escolheu três imagens entre as dispostas no chão e colocou em sua própria sacola. Seguindo a mesma ordem, cada um pegou duas páginas de revista, somando agora, cinco páginas de revista em suas sacolas. A partir deste momento, após cada criança ter cinco folhas cada, as opções de imagens que restam nem sempre são as que elas escolheriam de fato. Em seguida, mais três imagens foram escolhidas por cada criança. Pronto. Cada criança tem em sua sacola oito páginas de revista.
Cada um experimentou o peso de sua sacola. De posse de seus oito ítens, peça que cada um olhe para o que tem em suas sacolas. Então, - que critério foi usado? - quais foram as imagens preferidas? - houve reflexão para a escolha? foi por impulso? - houve preocupação com quantidade ou com qualidade? - sobraram mais figuras com bens materiais? ou não?
Nesta segunda parte da aula, as crianças vão aprender o desapego. Diversas situações serão apresentadas e eles terão que abrir mão de alguns ítens da sua sacola. Perceba a resistência que eles terão.
1ª situação: um ladrão apareceu e levou um ítem de cada um. O que eles entregam ao ladrão? 2ª situação: você gosta tanto daquela coisa que escondeu debaixo da cama. Ao se passarem 10 anos, quando você vai pegar, a traça roeu ou o ferrugem corroeu. O que foi escondido debaixo da cama? 3ª situação: um amigo está passando necessidade e você precisa oferecer duas coisas para ele. O que eles escolhem? (cada um agora tem quatro ítens na sacola) 4ª situação: você vai dar de presente um dos seus ítens a alguém da sala e receber um ítem de outra criança de presente. (é uma troca, mas eles experimentam ceder, para depois receber algo em troca) 5ª situação: você vai se mudar e tem que deixar duas coisas para trás. (cada um agora tem dois ítens na sacola) 6ª situação: Jesus faz o convite: Vem! o que você tem para segui-lo? 7ª situação: você vai desencarnar, o que resta em sua sacola?
Nesta duas últimas situações, muitos perceberam que não tinham nada de importante. Apenas peso e preocupação em manter suas coisas. Aos que guardaram jóias, carros, dinheiro até o final, foi feita a reflexão: Jesus não tinha ouro, meio de locomoção, dinheiro para custear suas viagens e, mesmo assim, realizou a sua tarefa. Não ter coisas não foi impedimento para que ele não realizasse o que veio fazer. Da mesma forma, desencarnados, para onde vou levar meu ouro, meu carro ou meu dinheiro? para que servem no mundo espiritual?
Num grupo de 23 crianças, apenas duas tinham imagens que não representavam coisas.
Reagimos mais do que agimos às diversas situações que nos acontecem diariamente. Nossa primeira atitude ainda é de repreensão, julgamento e crítica. Apontamos erros e falhas, ao invés de termos um olhar positivo e de aprendizado ao que nos acontece. Transferimos responsabilidades, adiamos mudanças de postura, não fazemos a nossa reforma íntima.
Peça ao seu grupo que complete estas sequências de situações. Através destas respostas, que podem ser em desenho ou escritas, podemos saber como eles estão agindo no mundo.
Se somos agitados, inquietos e emburrados, vamos dar um tipo de resposta.
Se já vivencio em mim as bem-aventuranças, estou pacificado e procuro compreender o outro, entendendo melhor a situação que estou passando, a minha resposta vai estar diretamente ligada a este estado de espírito.
O grande objetivo de nossos relacionamentos é progredir espiritualmente e tomar consciência de que ser feliz ou infeliz são o resultado direto de nossas atitudes.
Todos nós oferecemos a nossa contribuição para o meio em que vivemos a partir de nossas atitudes, comportamentos habituais e escolhas. Eles refletem aquilo que eu sou e como eu atuo no mundo.
Nosso estado de espírito reflete diretamente como reagiremos às coisas que nos acontecem. Uma resposta feliz melhora toda uma sensação física: a química do corpo melhora, a pressão sanguiínea e os batimentos cardíacos diminuem. Experiências especialmente boas podem ter efeitos duradouros na saúde. Isto não é apenas a Doutrina dos Espíritos nos dizendo, é a ciência comprovando. Do mesmo modo, sabemos que, ao reagirmos mal, estamos provocando danos à nossa saúde e ao nosso ânimo.
Faça uma lista de situações:
-Mesmo tendo prova na manhã seguinte, João ficou vendo TV até tarde.
-Laís deixou de ir à praia com as amigas para ir almoçar com a família.
-Toda vez que a vovó chega, Léo dá uma desculpa e vai embora.
-Mesmo sem ter nada para fazer, Clara não ajudou sua mãe nas tarefas da casa.
-Paulo, ao perceber que havia sido grosseiro, logo se desculpou.
-Para ir a uma festa, Teresa não hesitou em gastar em um vestido mais do que podia.
- Luís nunca diz "não" a quem lhe pede ajuda.
-Como Lúcia precisava de nota para passar, preparou “cola” da matéria em vários lugares.
-André ficou com seu irmão menor ao invés de encontrar com seus amigos.
-Ana sempre se oferece para passar a lição no quadro, ajudando a professora.
-Maria se chateia por qualquer coisa e desconta no primeiro que aparece!
Peça a sua turma que leiam as frases com atenção. Distribua o papel e lápis para que eles escrevam em ordem de importância, as atitudes e comportamentos que fazem parte da sua maneira de agir ou aquelas em que eles reconheçem que agiriam daquela forma. Não é preciso usar todas as frases, mas cada um precisa escolher pelo menos cinco comportamentos.
Observe:
-que comportamento aparece mais em primeiro lugar?
-e em segundo? e em terceiro?
-foram comportamentos com valores mais positivos ou negativos? -por quê?
-que tipo de sociedade estes comportamentos tende a construir?
-que valores para a vida em grupo estão sendo priorizados?
-que tipo de relações será vivido por este grupo?
-que sentimentos surgem a partir destas situações?
Queremos ser felizes e devemos agimos para promover nossa felicidade de acordo com as oportunidades que nos são apresentadas. Nossas experiências diárias são o exercício necessário para que possamos fazer melhores escolhas e, desta forma, termos sentimentos mais felizes. Jesus nos trouxe nas Bem-Aventuranças o melhor e mais rápido caminho para encontrar esta felicidade, indicando-nos uma experiência íntima e pessoal de como agir.
Estamos vinculados à lei de causa e efeito, que nos coloca numa pluralidade de existências, reencarnando neste planeta e vestindo um corpo material que nos serve de ferramenta para aferirmos o que já aprendemos ou o que recusamos a aprender.
Avida nos traz inúmeras oportunidades de crescimento. Kardec pergunta: LE 120 Porque reencarnamos? Nascer de novo é a condição necessária para a evolução do espírito. Somos os mesmos, num novo momento, outro lugar, outro corpo, outro nome, porém o mesmo espírito em seu processo de autotransformação. Reencarnar é educar-se. Afinal, estamos num planeta-escola. Aprendemos a usar nossas potencialidades para vencermos as dificuldades que surgem diariamente.
Irmão X, através da psicografia de Chico Xavier, conta uma bela história , ROGATIVA REAJUSTADA, no livro Luz Acima:
“Ildefonso era filho de D. Malvina Chaves, que há quatro anos encontrava-se semi-acamado; preso à situação difícil, assemelhava-se a um cordeiro. Ele parecia gostar das preces maternas, dedicava-se à leitura edificante e sabia conversar, respeitoso e gentil, encorajando quem o visitava. Malvina o contemplava comovidamente, e pedia através da prece ao Médico Divino, a cura para o filho. As lágrimas do sublime coração materno sufocavam as palavras na garganta, emocionando os amigos espirituais que a assistiam em silêncio. No propósito de obter a concessão celeste, a prestativa senhora comprometeu-se em trabalhar ainda mais em prol do próximo. D. Malvina visitava moribundos, amparava sofredores, protegia crianças abandonadas e arriscava a própria saúde praticando a caridade, conquistando prestigiosos colaboradores no plano invisível. Entidades espirituais intercediam pela mãe virtuosa implorando diariamente pela cura de Ildefonso. E explicavam que na hipótese de o enfermo não merecer a graça, que fosse considerado os méritos da mãe, mulher admirável na fé e no devotamento. Os pedidos se multiplicaram tanto que, um dia, a ordem chegou do Mais Alto, determinando que o jovem fosse reajustado. Os trabalhadores invisíveis, felizes, aguardaram o momento adequado; e quando surgiu um médium notável, no setor da tarefa curativa, a Senhora Chaves foi inspirada a conduzir o filho até ele. A mãezinha estava confiante. Então, o servo da saúde humana, cercado de Espíritos amorosos, agradeceu, orou, impôs as mãos sobre o hemiplégico e transmitiu, vigorosamente, os fluidos regenerativos dos benfeitores desencarnados. Em breves dias, o prodígio estava realizado. Ildefonso recuperou o equilíbrio orgânico, integralmente. E a mãe, feliz, celebrou a bênção, multiplicando serviços de compaixão fraterna e gestos de elevada renovação espiritual. Após um mês, Dona Malvina começou a desiludir-se. Ildefonso, curado, era outro homem. Perdeu o amor pelas coisas sagradas. Pronunciava palavrões de minuto a minuto. Convidado à prece, dizia, indelicado, que a religião era material de enfermarias e asilos e que não era doente nem velho para ocupar-se de semelhante serviço. Trocava o dia pela noite, tamanha era a pressa de ir para as noitadas barulhentas. Suas despesas desordenadas não tinham fim. Se a mãezinha pedia mudança de atitudes, sorria, zombava, declarando a intenção de recuperar o tempo que perdera através de espreguiçadeiras, remédios e injeções. Com 10 meses era um transviado autêntico. Embriagava-se todas as noites, voltava ao lar nos braços de amigos e, chegou a falsificar a assinatura de um tio em escandaloso saque de grande proporções. A generosa mãe não sabia como resolver o problema do filho rebelde e ingrato. Queixas surgiam de toda parte. A abnegada mãe via-se aflita e estonteada, sem saber como reajustar a situação, quando, certa noite, pedindo ao filho embriagado que lhe respeitasse os cabelos brancos, foi por ele agredida a pancadas que lhe provocaram angustiosas feridas no coração. Sem palavras de revolta, D. Malvina, procurou seu quarto, em silêncio, e rogou em prece pelo FUTURO ESPIRITUAL de seu filho. Ela compreendeu os planos sábios e justos de Deus. Então, intensa luminosidade espiritual resplandecia em torno de sua cabeça venerável. E uma nova bênção desceu do Mais Alto e, com surpresa de todos, no dia imediato, Ildefonso acordou paralítico.”
Depende exclusivamente de nós o tempo que levaremos nestas idas e vindas. São Luís, na Instrução dos Espíritos, item 26, alerta-nos: se a reencarnação é fardo pesado, então não aprendemos sobre a realidade sobre nós mesmos. Do contrário, aquele que faz o seu progreso moral, encurta e pode vencer de uma só vez.
Há muito tempo que o homem vem tentando conhecer melhor o Universo. Telescópios cada vez mais poderosos são usados, naves e foguetes avançam pelo espaço cada vez mais longe, a tecnologia espacial desenvolve-se rapidamente. Mesmo assim ainda temos muitas perguntas.
Afinal, o que é e como é o céu? o que existe lá?Como aquilo tudo foi para ali? Porque não caem ou colidem? Do que é composto? Será que pode ser povoado?
O Universo é o berço da vida. É um sistema orgânico. Galáxias, Sistemas, sóis, planetas existem com a finalidade de abrigar vida. E cada ser, por menor que seja, existe para a composição do equilíbrio desta vida universal.
Vamos fazer um paralelo entre a evolução do homem e a progressão dos mundos:
- o Universo tem 13,7 bilhões de anos
- o Planeta Terra tem 4 bilhões e meio de anos - o Hominídeo tem 2 milhões de anos - o Homo Sapiens, que representa o que somos atualmente, tem 150 mil anos.
Na observação destas datas podemos perceber como somos muito novos! Há pouco tempo usamos de nossa racionalidade e temos a consciência de nosso papel como ser vivo.
A humanidade e os planetas caminham juntos. O progresso material de um planeta acompanha o progresso moral de seus habitantes. Da mesma forma que o homem evolui, os planetas também evoluem, se modificam, acomodam sua superfície, permitindo a morada de grupos que sintonizam e se adaptam àquelas condições. E, por isso, há tantas moradas na casa do Pai...Pela diversidade de estágios evolutivos, há moradas correspondentes. Quanto mais evoluído o homem, melhor preparado é o ambiente em que ele vive.
Assim, no nosso caso, estamos vinculados ao planeta Terra, que possui as condições necessárias para abrigar individualidades em nosso grau evolutivo. Necessitados ainda de encarnar, onde a união com a matéria é útil para nosso adiantamento, pelo uso da inteligência, vamos promovendo a transformação e o progresso material do mundo que habitamos.
O planeta Terra é a nossa casa. Retornaremos para cá muitas vezes, pois enquanto não nos melhorarmos, ficamos presos à necessidade de encarnar. O princípio da reencarnação é uma consequência fatal da lei do progresso, em que temos a oportunidade de irmos nos aperfeiçoando.
Como viemos usando desta oportunidade?
E o que temos feito pela nossa morada? como viemos cuidando dela? a canção nos responde...
O Sal da Terra
Beto Guedes/Ronaldo Bastos
Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão, da nossa casa
Bem que tá na hora de arrumar...
Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver...
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da...
Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã...
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois...
Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra
Todos nós, encarnados ou desencarnados, em qualquer grau de hierarquia que pertencemos, somos úteis ao conjunto, ao mesmo tempo que a nós próprios.Somos a alma do Universo e nossas atitudes refletem diretamente no todo.
Uma grande folha azul foi fixada na parede representando o céu. Nossa função é semear de estrelas este céu. Estrelas de papel recortadas foram distribuídas ao grupo, junto com lápis preto e lápis de cor. Uma reflexão foi proposta:
Que mensagem enviaríamos aos habitantes de todos os mundos?
O que escreveríamos nas estrelas para que todos, ao olhar para o céu, pudessem ler?
Fazer o convite para que as crianças escrevessem nestas estrelas, uma tarefa aparentemente boba, teve um belo efeito no ambiente. Esta tarefa motivou a todos a pensarem em algo positivo e a tirarem de dentro delas um sentimento bom. Quem seria capaz de deixar um recado ruim, uma brincadeira de mal gosto ou um sentimento negativo? TODOS escreveram belas coisas e a energia e vibração da sala se ergueu às alturas, promovendo um belo fechamento para esta aula.
O que é Reino? Do que ele se compõe? Para que serve?Fizemos uma lista no quadro respondendo a estas perguntas.
A turma foi dividida em três Reinos. Sorteamos um Rei, uma Rainha, um príncipe e uma princesa para cada grupo. E eles foram coroados! O restante das crianças compõem o povo. Então, para cada Reino, temos os nobres e os súditos. As coroas foram feitas de E.V.A. Desta forma, os nobres permaneceram identificados durante todo o processo. Leve cetro, mantos e coroas doferenciadas. No final, as crianças podem montar novas coroas com glitter, cola colorida e contas de brilho.
Cada Reino recebeu uma questão a ser discutida, avaliada e solucionada.
Como estas questões foram resolvidas? Houve troca de idéias ou imposição de ordem? Os Reis se mostraram bondosos ou utilizaram de sua realeza e poder para seu benefício? Quem saiu beneficiado? O Rei, o povo ou os dois?Que perfil de Reinos surgiram em função da solução adotada?
Para concluir esta parte, lemos a última mensagem na Instruções dos Espíritos, do capítulo 2 do Evangelho, MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO, da Rainha Maria Antonieta, última rainha da França. Comparamos a vida que ela levava e a realidade que ela descreve, agora desencarnada. Enquanto Rainha, tinha uma verba de U$ 3,6 milhões (atualizada para a moeda de hoje) apenas para as roupas.
Será deste Reino que Jesus se refere?
Como tratamos destas questões hoje em dia? De que maneira soluções são encontradas? Qual o objetivo maior nestas soluções? A que Reino estamos servindo?ao REINO do MUNDO ou REINO de DEUS?
Através de reportagens de jornal e, desta forma, trazendo o Evangelho para os nossos dias, avaliamos diversas situações e as classificamos comoREINO do MUNDO ou REINO de DEUS.
Com Jesus, a única hierarquia que existe é de consciência e , consequentemente, do nível de felicidade que você sente. Aonde está o Reino? Quando virá? O que é? são perguntas que encontram respostas na intimidade de cada um. O Reino não surge nas distâncias do céu, mas no interior de cada um. A maneira como nos relacionamos com o Mundo e no Mundo refletem com eu compreendo o Reino de Deus dentro de mim.
Nesta segunda aula do capítulo 1 do Evangelho Segundo o Espitiritismo, NÃO VIM DESTRUIR A LEI, vamos entender melhor o que é lei, como ela aparece e atua em nossas vidas, em que momentos eu percebo uma lei atuando e sobre quais eu tenho noção, ou mesmo, controle.
Através destes exemplos, as crianças vão notar que, conscientes ou inconscientes, estamos seguindo leis o tempo todo.
Algumas respostas da minha turma:
Em seguida mostrei uma série de reportagens tiradas de jornais ou revistas para que pudéssemos ver estes conceitos aplicados no dia-a-dia. Aqui temos dois exemplos, levei mais de 5 reportagens diferenciadas que serviram de base para bons debates.
Na primeira reportagem, perguntei: existe uma placa dizendo " Ao encontrar R$6000,00 devolva-o ao seu dono? " Que Lei atuou neste caso? Que reação se espera das pessoas neste caso? como você agiria? Porque este rapaz devolveu o dinheiro? A segunda reportagem trata do consumo exagerado entre aqueles que ganham pouco e gastam seus salários em roupas e celulares. Estão agindo contra a lei? existem regras sendo desrespeitadas? A escola, a família tem normas sobre consumo?
Quando queremos agir contra a lei, forçando mudanças, impondo condições, por não conhecer os propósitos maiores que existem para nós, acabamos nos sentindo infelizes. Veja estas duas histórias. Meninas chinesas se submentem à dolorosas cirurgias para aumenterem 10 cm de altura. Passam por um processo longo e perigoso, tentando driblar uma condição natural de seu biotipo e característica comum a todo um povo. Da mesma forma, estão "ocidentalizando" seu olhar, arredondando o olho puxado. Para a segunda menina poderíamos perguntar: "Você se importa de ter 1,50m de altura?" A um cego, "Você se importa com o formato dos olhos ? "
A posição de Jesus, de que nenhuma lei foi destruída ou desrespeitada, mas sim demonstrada com mais clareza, foi lembrada.
Esta ilustração é capa da versão em inglês do Livro dos Espíritos para os Jovens (clique na imagem). DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS. Não reproduza sem os créditos.
Esta ilustração é capa da versão em inglês do Evangelho Segundo o Espiritismo para Jovens (clique na imagem). DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS. Não reproduza sem os créditos.