
Em grande bosque da Ásia Menor, três árvores ainda jovens pediram a Deus lhes concedesse destinos gloriosos e diferentes.

A primeira explicou que aspirava a ser empregada no trono do mais alto soberano da Terra; a segunda declarou que desejava ser utilizada na construção do carro que transportasse os tesouros deste rei poderoso; e a terceira, por último, disse então que almejava transformar-se numa torre, nos domínios deste reino, para indicar o caminho para o Céu. Depois das preces formuladas, um Mensageiro Angélico desceu 'a mata e avisou que o Todo-Misericordioso lhes recebera as rogativas e lhes atenderia 'as petições.



Decorrido muito tempo, lenhadores chegaram e reduziram a troncos as árvores, as arrastaram para fora da floresta, e mesmo com os braços decepados, elas confiaram nas promessas do Senhor e se deixaram conduzir com paciência e humildade.



As árvores, separadas e sofredoras, não deixaram de acreditar na mensagem do Eterno e obedeceram sem queixas 'as ordens inesperadas que as leis da vida lhes impunham. As outras plantas da floresta, contudo, tinham perdido a fé no valor da oração, quando, decorridos muitos anos vieram a saber que as três árvores haviam obtido as concessões gloriosas solicitadas.
A primeira, forrada de panos singelos, recebera Jesus das mãos de Maria de Nazaré, servindo de berço ao Dirigente Mais Alto do Mundo; a segunda, fora o veículo de que Jesus se utilizou para transmitir sobre as águas muitos dos seus ensinamentos; e a terceira, convertida apressadamente em uma cruz em Jerusalém, seguira com Ele para o monte e, ali, ereta e valorosa, sustentara o Mestre, indicando o verdadeiro caminho do Reino Celestial.



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